REVITALIZAÇÃO DE ESPAÇOS URBANOS

Nós já falamos sobre diversos assuntos ligados à arquitetura e ao design, mostramos referências, projetos, inspirações, etc. Mas a Arquitetura tem um segmento que tem muita importância para o bem da população, o Urbanismo. Nessa área nós pensamos em um aspecto mais abrangente, não focado em um lote, ou ambiente, mas sim, na cidade em sua totalidade.

Com o rápido e desordenado crescimento das cidades, muitas áreas sofrem um processo de degradação, má utilização, abandono e marginalização. Esse processo atinge cidades de diferentes portes, algumas áreas passam a ser substituídas por outras com maiores atrativos para consumo e investimento. Em alguns casos, a prefeitura deixa de lado determinadas regiões, principalmente os centros das cidades e dirigem sua atenção a outras. A Revitalização desses espaços vem como solução.

Imagem 02: Cracolândia – São Paulo. Região central de São Paulo que sofre com o tráfico de drogas e que é algo de projetos de revitalização da prefeitura atual.

O objetivo central desses processos de revitalização é aumentar a densidade de ocupação dessas áreas de modo a promover a reutilização da infraestrutura e dos equipamentos urbanos existentes, por exemplo, o transporte público.

A partir desse objetivo inicial, outras mudanças seguem, como a melhoria na qualidade de vida da cidade, a sustentabilidade ambiental e o aumento da coesão social.

É necessário um planejamento integrado para compatibilizar os diversos interesses e possíveis usos dos espaços revitalizados, como: atividades produtivas, habitação, lazer, circulação.

Imagem 03: Antes e depois do Canal Paco na cidade de Manila nas Filipinas, que passou por um processo de recuperação e limpeza.

No entanto, esse processo gera também uma valorização dos imóveis, o que na maioria dos casos tem como consequência a substituição da população original, voluntariamente ou não. O que gera uma disputa entre os diferentes grupos de interesse envolvidos: população original, poder público, empresas interessadas, etc.

Segundo as arquitetas e autoras Lilian Fessler Vaz e Carmem Beatriz Silveira, cinco características básicas deveriam estar presentes nas intervenções de centros urbanos:

- Humanização dos espaços coletivos produzidos

- Valorização dos marcos simbólicos e históricos existentes

- Incremento dos usos de lazer

- Incentivo à instalação de habitações de interesse social

- Preocupação com aspectos ecológicos

- Participação da comunidade na concepção e implantação

De maneira que a requalificação urbana não seja só um processo funcional, mas também político e social.

Imagem 04 e 05: Região do Rio Cheonggyecheon, na Coreia do Sul, antes e depois das intervenções. Fonte.

Além dos projetos já citados, existem outros espalhados pelo mundo, como:

  1. High Line Park – NYC

O High Line Park é um parque público construído sobre uma ferrovia suspensa desativava, elevada 8 metros do chão e se estende por uma das áreas mais movimentadas da cidade, na região oeste de Manhattan.

Imagem 06: High Line Park. Fonte

Abandonada e degradada, á área estava atraindo usuários de drogas e prostituição. Por esse motivo, a prefeitura pretendia demolir, mas após um grupo de jovens lutou por sua preservação, fundando a “Friends of the High Line”

E a partir desse movimento, em 2009, o High Line foi transformado nesse lindo parque linear, um dos projetos urbanos mais admirados dos últimos tempos e se tornando um dos pontos turísticos da cidade.

Imagem 07: Um dos acessos ao High Line Park. Fonte

2. Porto Maravilha – Rio de Janeiro

O Projeto Porto Maravilha foi concebido para a recuperação da região portuária do Rio de Janeiro, incluindo infraestrutura urbana, transportes, mio ambiente e patrimônios históricos da região.

No centro da reurbanização está a melhoria das condições habitacionais e a atração de novos moradores para a região. A chegada de novas empresas, incentivos fiscais e serviços públicos de qualidade estimulam o crescimento da população e da economia.

Imagem 08: Perimetral e Praça Mauá, em 2011, antes da intervenção. Fonte

Imagem 09: Perimetral (demolida) e Praça Mauá, em 2015, depois da intervenção. Fonte

O Museu do Amanhã, projeto do arquiteto Santiago Calatrava também faz parte desse projeto de revitalização da área portuária.Esse projeto fez parte das inúmeras melhorias feitas no Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas de 2016.

Imagem 10: Região Portuária do Rio de Janeiro, local da projeto Porto Maravilha. Destaque para o Museu do Amanhã, projeto do arquiteto Santiago Calatrava. Fonte.

3. The Red Ribbon - China

Marcada por lixões, favelas abandonadas e sistemas de irrigações inativos, a Província de Hebei, passou por uma mudança. O Instituto de Design de Pequim e a Peking University Graduate School of Landscap Architecture, transformaram o espaço em um local de preservação da natureza e promoção de atividades físicas ao longo de uma passarela de aço que percorre todo o parque.

Imagem 11: Parque Red Ribbon na China.Fonte

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